Estou mesmo muito, muito feliz! Tem acontecido coisas maravilhosas em minha vida e tudo agora parece fazer sentido!
"Entre tantos outros, entre tantos séculos, que sorte a nossa hein? Entre tantas paixões, nosso encontro, nós dois, esse amor!"
Hoje encontrei no portátil um pequeno texto que escrevi em 2008, mas que não publiquei aqui no blog. Como não posto nada aqui há muito tempo, vai esse texto mesmo. Sem correção, nem ajustes!
“Aff, que música brega!”
Com essa expressão, proclamada com todos os pontos de exclamação possíveis, meu colega de mesa demonstrou toda a sua total e irrestrita ignorância sobre quem seria o dono daquela voz tão ímpar e inconfundível (até mesmo quando se utilizou de um pseudônimo para burlar a censura).
Não sei se por que sou uma admiradora incondicional da obra de Chico, me quedei estupefata diante da ‘(de)formação musical’ do meu companheiro de mesa de almoço. Tocava ‘O Meu Guri’ nas caixinhas de som do restaurante.
Eu havia me sentado à mesa há apenas cinco minutos e me preparava para um verdadeiro banquete que, para mim, seria ideal a toda família brasileira: comida de qualidade, bem servida e com fundo musical de qualidade ainda maior, em vez da famigerada telinha platinada com seus ‘noticiários 1ª edição’ que tiram a atenção e o gosto do que se ingere.
Lógico que encarei tal afirmação como um insulto à minha chegada e respondi, com todos os mesmos pontos de exclamação possíveis e cabeça enfiada no prato, que brega seria mesmo rotular como ‘brega’ uma música de Buarque.
O bom é que para meu deleite, e indigestão do meu companheiro do lado esquerdo, seguiu-se ‘Tatuagem’, ‘Cotidiano’, ‘Atrás da Porta’, ‘O Que Será’...
Igualzinho ao meu primeiro e único cd (original) de Chico, comprado quando tinha apenas 17 anos. É o primeiro som que escuto desde aquelas manhãs...
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